Naquele dia sentia a água passar calmamente pelos meus dedos num dia quente de verão. O rio estava brilhante e eu observava o modo como a sua correnteza ia de brusca a calma com a mesma intensidade. Minha mente trabalhava criativamente, e sozinha, criava textos esplendidos sobre sentimentos e perguntas que não obtinham respostas. Minhas mãos procuravam por um papel e uma caneta, mas nada encontravam por não terem nada perto. Enquanto mergulhava em pensamentos, escutei uma voz ao fundo chamando meu nome, tirei os meus pés da água e os dedos estavam enrugados. Sorri sozinha até me lembrar que estava sem chinelos por perto, quanto voltei a mim percebi também que havia perdido meus textos, tudo porque minhas mãos não encontram um papel e uma caneta na hora certa.
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